Poucas coisas são tão eficientes no mercado cervejeiro quanto uma palavra bem escolhida. “Premium” talvez seja a mais poderosa delas. Não descreve estilo, não define técnica, não impõe padrão objetivo. Ainda assim, cobra caro. Nas últimas duas décadas, esse rótulo passou a acompanhar um tipo muito específico de produto: lagers supostamente especiais, vendidas como refinadas, artesanais e superiores, mas que pouco diferem de uma pilsner industrial correta, apenas mais cara e melhor vestida.
O fenômeno merece análise. Não por indignação, mas por higiene intelectual.






