Você escolhe um rótulo que conhece bem. Já provou aquela IPA na lata, já degustou a mesma Pilsen na garrafa. No bar, pede o chope confiante. O copo chega bonito, com colarinho aparente. O primeiro gole, porém, não corresponde à memória. O amargor parece achatado, surge uma acidez estranha, o aroma traz um leve “funk” que não constava na descrição do estilo. A culpa nem sempre é da cervejaria. Muitas vezes, o problema começa alguns metros antes do copo.
A torneira e as linhas de chope influenciam mais a
experiência sensorial do que se imagina. Não se trata apenas de
higiene básica. Trata-se de química, microbiologia e física
aplicadas ao prazer de beber.






